Atividade física em excesso: dor de cabeça na certa

Publicado em 30/07/2020

 Causas

Quando você se exercita demais, pode desencadear alterações no comportamento do seu corpo, provocando a dor de cabeça.

Tudo em excesso faz mal. O ponto de partida é justamente essa premissa básica que deixa clara a importância de buscar um equilíbrio e não exagerar em nada, até mesmo no que faz bem para a saúde. A prática de exercícios físicos exige esforços de todo o corpo na medida certa para que ele funcione melhor e fique mais saudável, porém, ao exagerar na dose, o efeito é contrário e você pode sentir os mais diversos sintomas, inclusive, a dor de cabeça.1,2

A relação do excesso de exercícios físicos com o aparecimento da dor de cabeça pode estar em vários fatores, como:

Dor muscular 

As atividades físicas que trabalham os músculos podem dilatar os vasos sanguíneos de forma exagerada se forem praticadas em excesso. O cérebro capta esse estímulo, entende como uma lesão e envia sinais em forma de dores musculares e dor de cabeça.1,3

Coração acelerado

Você já deve ter reparado que, quando está fazendo alguma atividade física, o seu coração acelera. O esforço muscular que você faz aumenta o consumo do oxigênio presente no sangue, acelerando o ritmo da sua respiração. Com essa alteração, o coração é obrigado a bater mais rápido, aumentando a velocidade do fluxo de sangue no corpo e causando dor de cabeça.1,2

Desidratação

Com os exercícios físicos, a temperatura corporal aumenta e o organismo produz mais suor para abaixar. Quanto mais exercícios físicos fizer, maior a quantidade de líquidos que você vai perder através da transpiração, provocando a desidratação do corpo. A dor de cabeça é um sintoma dessa falta de água no organismo, que atrapalha o funcionamento dos órgãos.1,2

Como melhorar as dores causadas pelos exercícios físicos excessivos?

A dor de cabeça e as dores musculares que aparecem após a prática de exercícios físicos em excesso podem ser aliviadas com compressas frias. Coloque-as na área que você sente dor, a baixa temperatura ajuda a reduzir o tamanho dos vasos sanguíneos e promove relaxamento e alívio.1,5

Caso você sinta que está com o coração acelerado, realize exercícios de controle da respiração, assim, é possível melhorar a dor de cabeça causada pelo aumento do ritmo cardíaco. Ao controlar a respiração, você consegue, aos poucos, normalizar o fluxo de sangue e reduzir a velocidade dos batimentos cardíacos. Além disso, você fica mais calmo e poupa energias para os próximos exercícios físicos.2,4

Hidratação do corpo previne a dor 

Para evitar o aparecimento das dores, mantenha seu corpo hidratado. Consuma a quantidade adequada para o seu organismo, garantindo que será feita a reposição dos líquidos perdidos durante os exercícios. Permanecendo hidratado, a dor de cabeça melhora e você evita que o seu corpo sofra as consequências da desidratação.1,3

Consulte sempre o seu médico para saber quais atividades físicas você deve fazer e qual a frequência indicada. Assim, é possível evitar o exagero na prática desses exercícios e a dor de cabeça que eles podem causar.1,2

Sem exageros e com o acompanhamento de um profissional, você poderá obter todos os benefícios de uma vida mais saudável e, claro, sem dor de cabeça.1,2

1. NILSON, G.O Marque, S. G. L.O Lima, D. E. S.O Pereira, K. P. - Aspectos favoráveis do exercício físico no controle das patofisiologias provocadas pelo estresse crônico. - Revista Didática Sistêmica, Edição Especial a Evento. Extremos do Sul. P. 79a94. 2014. Acesso em: 17 de Junho de 2020.

2. Ministério da Saúde. Precisamos falar do excesso de atividade física: você sabe o que é vigorexia? Acesso em: 17 de Junho de 2020.

3. SCHETTINO, Marina Santos Tupi Barreira et al. Desidratação, acidente vascular cerebral e disfagia: revisão sistemática da literatura. Audiology-Communication Research, v. 24, 2019. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S2317-64312019000100508&script=sci_arttext>. Acesso em: 17 de Junho de 2020.

4. Hospital Sírio-Libanês. Técnicas corporais e de relaxamento. Acesso em: 17 de Junho de 2020.

5. DA SILVA, Wilson Farias. Manual prático para diagnóstico e tratamento das cefaléias. 2003. Acesso em: 17 de Junho de 2020.

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