Exames: é preciso fazer para diagnosticar a causa dor de cabeça crônica?

Publicado em 18/11/2020

 Tratamento

Alguns casos específicos de dores de cabeça precisam de exames para comprovação do quadro, além de também serem necessários para excluir, muitas vezes, outros quadros associados às doenças.

Muitas dores de cabeça têm suas causas identificadas apenas com um exame clínico, que é aquele em que o médico colhe informações sobre a vida do paciente e a intensidade da dor para chegar ao diagnóstico do que pode estar desencadeando-a.

Porém, para alguns casos, como o da cefaleia crônica, somente o exame clínico não consegue chegar à causa da dor. Então, para que o diagnóstico seja o mais correto possível, outros exames são pedidos para auxiliar a resposta. Esses exames podem ser de imagem, laboratoriais e até de líquor (punção na lombar), que dão uma visão mais anatômica do que possa estar levando à dor.2

Quando uma dor de cabeça indica a necessidade de exame? 

Quando há queixas constantes de dores de cabeça, é preciso procurar um médico. A primeira consulta, geralmente, é para conhecer o histórico do paciente e entender o que pode estar provocando essas dores. A anamnese (como se fosse uma entrevista ao paciente) e o exame clínico são procedimentos básicos nesses casos.2

Se for a primeira consulta com esse médico, os dois procedimentos servem para identificar o histórico do paciente, buscar as causas e possíveis diagnósticos para o que pode estar provocando as dores de cabeça.2

Em alguns casos, o motivo das dores são facilmente identificados e o tratamento inicia assim que o paciente deixa a consulta. Outros levam mais tempo e investigação, podendo ser necessário realizar outros exames diferentes para conseguir identificar qual o tipo de dor de cabeça - uma cefaleia primária ou secundária.2

Fique atento às dores de cabeça secundárias

Uma vez que a secundária, que é a relacionada a uma causa específica, costuma demandar mais atenção e pode ser mais perigosa. Nela, a dor de cabeça é um dos sintomas e não a doença. A doença por trás precisa ser descoberta o mais rápido possível para que evite complicações, caso ela seja grave.2

Os casos que precisam de mais investigação, em sua maioria, além das dores, podem apresentar sintomas, como:

  • novo padrão na dor de cabeça - outra intensidade do que já foi sentido antes;
  • náusea e vômito;
  • paralisia;
  • sinais neurológicos e visuais que se intensificam com o tempo;
  • fraqueza e perda da coordenação motora;
  • primeira dor de cabeça sentida na vida e depois dos 50 anos;
  • rigidez da nuca;
  • dor de cabeça por atividade sexual, exercício ou tosse;
  • perda sensorial;
  • febre;
  • perda de peso;
  • sentimento de ser “a pior dor de cabeça que já sentiu”;
  • efeitos na pupila.1,2

Nessas circunstâncias, como os chamados sinais de alerta (os sintomas) e com a assistência de um médico, outros exames são solicitados para entender qual doença origina as dores de cabeça e a relaciona com os demais sintomas atrelados.2

Quais exames podem ser usados para identificar as causas da dor de cabeça secundária?

Alguns dos exames que ajudam na identificação da causa da dor de cabeça secundária são:

  • exames laboratoriais (de sangue): hemograma, VHS, PCR. Esses, principalmente, quando há suspeitas de infecções ou inflamações;2
  • exames de imagem: tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética, tomografia e/ou angiografia venosa. São usados para identificar ou descartar casos de hemorragia, tumores, problemas no coração, trombose venosa cerebral e aneurismas.2
  • exames de líquor: feito por uma punção na lombar - retirada de líquido (cefalorraquidiano) localizado na coluna. Serve para identificar ou descartar situações de distúrbios relacionados à pressão alta, hemorragia subaracnoidea (causada por AVC) e infecção.2

Outros tipos de exame são recomendados após realizar a anamnese e o exame clínico, já que é essencial entender o histórico do paciente antes daquela ocorrência para não acusar uma causa equivocada que pode, ao invés de ajudar, atrapalhar a condição física do paciente. Lembrando que os pedidos dos exames devem ser requisitados por um médico conforme a necessidade e ligação com o quadro descrito em consulta.2

Com o exame certo, a identificação do caso se torna mais simples

Contar com um médico para ajudar a chegar ao diagnóstico da dor de cabeça secundária é fundamental, uma vez que tratamentos sem indicação médica, como o medicamentoso exagerado, podem intensificá-la ao invés de curar.2

Por isso, assim que identificar uma dor de cabeça que pode ser considerada secundária - com outros sintomas associados - procure um médico. Priorize um especialista na área, o neurologista, para que seu quadro seja tratado de maneira adequada.2

Não carregue a dor de cabeça por muito tempo. O diagnóstico rápido do seu quadro pode evitar muitas dores ou outras complicações que podem ser tratadas. 

Ressaltamos que cabe ao médico e, apenas a ele, decidir se são necessários exames complementares, bem como definir quais serão esses exames, visto que cada um tem sua indicação específica e só o médico é o profissional habilitado para indicá-lo.

É bem melhor ter uma vida tranquila sem dor de cabeça, não é mesmo? Atente-se aos sinais, dê valor à sua saúde e cuide-se!

1. Quando devemos solicitar exames de imagem em pacientes com queixas de cefaleia crônica? Acesso em: 21 de setembro de 2020.

2. Sinais de alertas nas dores de cabeça. Acesso em: 21 de setembro de 2020.

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